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UMA TRADIÇÃO NA FAMÍLIA

 

Entre os mais de cem alambiques de aguardente em atividade na Paraty do século XIX, havia os da família Costa, nas Fazendas Bom Retiro, do Carretão e  Bananal – esta,  no caminho da cachoeira da Pedra Branca – e também o de Francisco Pereira Madruga, de quem a filha se casou com Francisco Lopes da Costa. Parte das cachaças que neles se faziam tinha qualidade o bastante para ser exportada para Portugal, conforme atesta uma carta de 1866 de seu representante comercial na cidade do Porto – em que aparece também o curioso nome dado a uma delas, da variedade azulada (a que resulta do acréscimo de folhas de mexerica ao caldo de cana fermentado no momento da destilação): Laranjinha Celeste.

 

Consta ainda que teria sido proveniente de um dos alambiques de Francisco Lopes da Costa a cachaça enviada ao Rio de Janeiro para ser degustada pelo rei Alberto da Bélgica, em sua visita ao país no começo do século XX. A produção foi mantida na Fazenda Bananal por Samuel Costa, filho de Francisco, e depois por seu neto Paulo Costa, até meados desse século, e pouco depois a fazenda  foi vendida. Em 1997, uma das filhas de Paulo Costa, Maria Izabel, voltou a fabricar cachaça de forma artesanal – agora no Sítio Santo Antonio, à beira-mar, no Corumbê, oito quilômetros ao norte da cidade de Paraty.

 

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