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A MOAGEM E A FERMENTAÇÃO
Após o corte, é iniciado o quanto antes o processo de fabricação da
cachaça no engenho, onde a cana é prensada, extraindo o caldo e deixando o
bagaço. Do engenho, o caldo desce por gravidade para as dornas, cubas de
aço inox onde o fermento artesanal já o aguarda. Começa então a
fermentação, que a partir da dorna cheia demora de 24 a 30 horas,
dependendo da temperatura ambiente. O caldo fermentado segue, também por
gravidade, para o alambique; um fundo é deixado na dorna, para que se
reinicie o processo de fermentação com mais caldo vindo do engenho.

Se a rapidez entre o corte e a
moagem é um dos aspectos que garantem a qualidade da Cachaça Maria Izabel,
é ao contrário a demora na elaboração que produz outro, o fermento
artesanal empregado. São 20 a 30 dias em recipiente em descanso ao lado do
fogão a lenha para que chegue ao ponto certo a receita tradicional à base
de milho – a mesma que era usada no século XIX, transmitida pelo sr. Pedro
Peroca, que produzia na Fazenda do Fundão a Azulada do Peroca, famosa em
sua época.

A DESTILAÇÃO
O caldo fermentado é aquecido no alambique e o vapor que resulta passa por
uma serpentina imersa em tanque de água fria; de sua ponta final sai a
cachaça, em um filete contínuo na temperatura de 20º. É o momento do
corte, um último aspecto a garantir a qualidade da cachaça, além da moagem
imediata da cana, do uso de fermento artesanal, e da higiene do alambique.
No corte, separa-se a melhor cachaça: é descartado o início de seu fluxo –
que, chamado de cabeça, tem maior teor alcoólico, e pode-se dizer que
serve para limpar o alambique – e o fim, chamado de cauda, com menos
álcool; só o meio é aproveitado, o coração – a parte nobre da destilação,
em que o teor alcoólico ideal é obtido.

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